}

 

       
 
ESTUDO BIBLICO: ESTUDOS LIDERANÇA: LIDER EVANGELICO
 

Rio de Janeiro-Rj -

estudos biblicos temáticos Estudos biblicos Escola Dominical pregações online pregações para mulher

 

 
   

  Estudos Evangelicos: Estudos Biblicos novos
ESTUDO BIBLICO: ESTUDOS LIDERANÇA: LIDER EVANGELICO




Liderança na Igreja
Colossenses 1,15 – 2,10

Há duas ideias principais na carta de Paulo aos Colossenses: o “plano misterioso” de Deus, e a “esperança da glória divina” nos Colossenses. Como vamos ver, as coisas estão intimamente ligadas.

Aqui, Paulo não ensina sobre liderança, mas fala da sua vocação. Isto vai ajudar-nos a perceber como é que a doutrina da salvação e da Igreja devem moldar a compreensão do papel do líder.

Reconciliar todo o universo – não só salvar as pessoas

O plano misterioso é revelado no poema quase no início (1,15-20). É algo de inacreditável: um judeu oriundo de uma cidade insignificante “é a imagem do Deus invisível”. Como é que pode ser? Como é que Deus pode caber num mero homem?

Em vez de responder a esta questão, Paulo vai ainda mais longe: “Foi por ele e para ele que Deus criou tudo (...) e é ele que dá consistência a tudo o que existe”. Sem Cristo o mundo não teria começado a existir, e sem Jesus o mundo não poderia continuar a existir.

Se isto é assim, porque é que o mundo está como está? Deus não poderia ter feito melhor? Há imensas coisas que se vêem (1,16) que não funcionam bem. Basta pensar nas guerras, nas desigualdades a nível mundial e na nossa sociedade, no sofrimento causado pelas catástrofes naturais.

Mas também há muitas coisas que não se vêem que não estão bem, e que causam esses e outros problemas. A nossa mente moderna fica incomodada com a ideia de “forças espirituais” ou “domínios”: parece superstição. Contudo, se pensarmos numa tradição – por exemplo, a Queima das Fitas em Coimbra – temos um exemplo de uma força que não vemos, e que leva as pessoas a, fazer muitas coisas: comprar o traje, gastar muito tempo a decorar carros com flores de papel, celebrar e beber muito durante uma semana. Também quando os políticos dizem que o desemprego é consequência de a economia estar estagnada, estão a confessar que há um poder invisível maior do que o deles.

Assim, esta ideia torna-se mais compreensível: há poderes desregulados que precisam de ser reconciliados. Não são visíveis, mas não são menos reais por isso.

A melhor notícia que Paulo dá nesta carta é que Deus deseja reconciliar todo o universo, incluindo estes poderes desordenados. Mais, ele diz que Deus tem um plano a decorrer para fazer isso. Esse plano é a “morte do seu Filho na cruz”. Esta ideia é extremamente chocante, mesmo que os nossos ouvidos já não notem. Sobretudo naquela altura, uma execução política não era nada pacificadora, porque reiterava o poder que os romanos tinham sobre os judeus.

Apesar disso, esse momento trágico é o centro da história do plano de Deus, porque foi ali que “tudo o que existe na terra e no céu ficou em paz” com ele (1,20).

Voltamos à mesma questão: onde está essa paz? Vemos à nossa volta guerras e calamidades, pobreza e violência.

A resposta é que nós ainda não vemos isso porque Cristo é “a origem” (1,18) da pacificação. A guerra está ganha porque Cristo venceu a batalha decisiva – mas ainda é preciso vencer algumas batalhas.

Reconciliar os cristãos na Igreja – ser cristão nunca é só uma experiência individual, é passar a pertencer à comunidade da fé

Quem é que deve travar essas batalhas? Se Cristo venceu a guerra, o seu “corpo” pode e deve viver essas vitórias.

Cristo é a cabeça da Igreja, e a Igreja é o corpo de Cristo. Paulo usa esta metáfora muitas vezes. (Neste estudo, vamos falar de Igreja no sentido amplo, universal, que inclui todos os crentes, e não de uma instituição, denominação ou congregação local.)

O que é a Igreja? Como vivemos numa sociedade individualista, costumamos pensar que é uma instituição que reúne pessoas que têm a mesma experiência religiosa. Isso é verdade, mas só uma pequena parte da verdade. Não é correcto que nos convertemos e depois nos juntamos à Igreja: a conversão é passar a pertencer à Igreja, isto é, ao corpo unido daqueles que partilham as suas vidas em função de Cristo, seguindo o ensino dele e continuando a sua presença na terra. É por isso que Paulo diz que o seu sofrimento completa os sofrimentos de Cristo – não é que ele tenha um lugar destacado na Igreja, mas ele sabe que a sua função é servir a Igreja, que é o corpo de Cristo (1,24-5).

Por outras palavras, não existe uma vida cristã puramente individual. A vida cristã é vida da comunidade da fé, em que as raças e as classes sociais são irrelevantes (3.11) Que privilégio extraordinário! Não só somos salvos, mas pertencemos ao corpo de Cristo, que continua o seu ministério.

Vestir uma nova vida: mudar de equipa, mudar de vida

Passamos assim, naturalmente, à outra ideia. O lugar dos Colossenses – e de qualquer cristão – no plano de Deus “é que em vocês está Cristo que é a vossa esperança da glória divina” (1,27).

O que quer dizer que Cristo está neles, e que Cristo está em nós? É uma experiência interior, claro, mas não só. Paulo usa uma imagem fantástica que é muito mais abrangente: ele diz que devemos despir o homem velho e vestir o homem novo (3,9-10, de acordo com a tradução de Almeida; a Boa Nova esbate esta metáfora).

É frequente um futebolista mudar de equipa. Quando isso acontece, ele veste o equipamento da equipa que o comprou. Às vezes ele vai até para uma equipa adversária. Paulo diz que é isso mesmo que acontece com os cristãos: a compra já foi feita, Cristo já pagou pelas nossas vidas com a sua morte, e por isso nós agora podemos vestir o homem novo, isto é, ter Cristo em nós.

Não é apenas um acontecimento interior, não é apenas a salvação da alma. A vida velha é substituída pela vida nova, e isso nota-se na forma como vivemos.

O grande problema é que é possível afastarmo-nos da fé (1,23). Seria ridículo um jogador aparecer num jogo com a camisola da equipa adversária – mas muitas vezes nós fazemos isso mesmo, quando praticamos “a imoralidade, a devassidão, a sensualidade, as paixões desordenadas e a cobiça” (3,5), em vez de vestirmos “sentimentos de compaixão, bondade, humildade, modéstia e paciência” (3,12).

Esta ideia de despir o homem velho e vestir o novo mostra como a doutrina de Deus, de Cristo e da Igreja tem que ter consequências éticas muito vincadas. “Acima de tudo, tenham amor, que é o que une perfeitamente todas as coisas” (3,14). Paulo não está a falar só de sentimentos de amor (já falou de sentimentos antes): está a relacionar a morte de Cristo, dádiva sacrificial do amor de Deus, com a vida que nós devemos viver enquanto Igreja: sacrificarmo-nos a nós mesmos em respeito e cuidado com aqueles que nos rodeiam.

Isto ajuda-nos a perceber que a salvação não é só um acontecimento momentâneo, uma oração de entrega a Deus: é também um processo longo que só terminará quando Cristo regressar. Ainda há muitas pessoas e muitas coisas – mesmo na vida dos cristãos! – que não estão em paz com Deus. A tarefa da Igreja é exemplificar o que significa essa reconciliação.

Esta batalha, como a batalha da cruz, só pode ser vencida pelo amor, e não pela violência. Devemos seguir Jesus com toda a confiança de que ele já ganhou a grande vitória, e que todas as coisas lhe estão submetidas – e devemos persistir, em amor, na oração e no esforço de submeter todas as coisas a Cristo, na nossa vida pessoal e nas situações em que encontramos injustiça.

Liderança no corpo de Cristo – o exemplo de Paulo

Colossenses 1,15 – 2,10

Perguntas para estudo individual ou em grupo

Leia toda a carta uma vez, como se tivesse acabado de receber uma carta de um amigo. Não demora mais do que vinte minutos.

Qual é a relação entre a doutrina e o exemplo da liderança de Paulo? Leia novamente a passagem escolhida.

O plano ambicioso de Deus

Costumamos pensar que a morte de Cristo é para salvar a alma daqueles que se convertem ao cristianismo, mas este poema mostra que Deus quer fazer muito mais: “reconciliar consigo todo o universo” (1,20). Quais são algumas coisas que precisam de ser reconciliadas no mundo hoje? Quais são alguns problemas na sua vida que precisam de ser apaziguados?

O nosso lugar no plano de Deus

Como é que os colossenses passaram de “inimigos” a “amigos” de Deus? Quais são as consequências dessa mudança de equipa? (1,21-22)

Em que situação é que você está: inimigo ou amigo de Deus?

Se já está reconciliado com Deus, há alguma coisa que está a tornar difícil que se mantenha bem fundamentado na fé? (1,22-23)

Como é que a cabeça comanda o corpo? Se Cristo é a cabeça da Igreja, qual deve ser o objectivo principal da Igreja? (1,18)

Paulo, um líder no plano de Deus

Estamos habituados a um estilo de liderança empresarial, em que o chefe é uma pessoa importante e os seus subordinados têm que se seguir as ordens (razoáveis ou não). A Igreja também está infectada por esta mentalidade. Ora seguimos tudo o que os nossos líderes dizem, ora os rejeitamos como uma pessoa que deixa um emprego.

Vamos agora ver qual é o exemplo de Paulo enquanto líder, que assenta na perspectiva sobre a reconciliação e sobre a Igreja.

Como é que Paulo consegue estar alegre, apesar das dificuldades? (1,24; ver também 4,3)

Qual é a vocação de Paulo? (1,25) O que é que ele faz para cumpri-la (pelo menos quatro coisas)? (1,27 – 2,9)

O que é Paulo tenta que os cristãos aprendam (pelo menos duas coisas)? (1,27 – 2,9)

O que é Paulo tenta que os cristãos façam (pelo menos cinco coisas)? (1,27 -2,9)

Como é que se avalia em cada uma dessas coisas?

Paulo delicia-se com a vida e o crescimento dos cristãos de Colossos e Laodiceia (2,5), tal como os pais têm alegria em ver o seu filho crescer. Pense por um momento nos líderes da sua Igreja. Quais são as características deles em que são parecidos com Paulo?

Pense agora por alguns momentos nas as áreas em que eles têm falhado.

Qual é a postura de Paulo em relação à falta de firmeza dos Colossenses? (1,23-29) Tendo isso em vista, qual deve ser a nossa postura em relação às qualidades e às fraquezas dos nossos líderes?

Faça uma lista com algumas coisas que precisa de mudar na relação com os seus líderes (por exemplo, deixar de fazer só comentários críticos, não falar mal deles nas suas costas; elogiar as qualidades, orar por eles, etc.). Inclua algumas formas de os encorajar nesta tarefa da Igreja de reconciliar todas as coisas.

Resumo

A verdadeira liderança cristã é serviço à Igreja que, enquanto corpo de Cristo, deve continuar o seu ministério de reconciliar todo o universo com Deus. Assim, o líder procura que os seus membros se “tornem perfeitos em união com Cristo” (1,28) ensinando, encorajando, dando exemplo e orando sempre por eles (1,9).



Qualidades de um lider...


Os líderes nascem no seio da igreja, e não necessariamente, necessitam de uma formação acadêmica. O que importa realmente é a vida reta, santa e digna de ser imitada pelos demais da congregação. São levantados com duas missões principais, são elas:
a) Preparar os eleitos para uma vida segundo a vontade de Deus, produzindo frutos dignos de arrependimento. “Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja. Ele fez isso para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo”.
Ef 4.11,12

b) Pregar a verdade da salvação a todos. “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”.
2Tm 2.2

Os que ocupam cargos de liderança (em qualquer área da igreja), precisam viver a verdade do evangelho, na autoridade e poder do Senhor. Que sejam pessoas que creiam incondicionalmente na Bíblia e aceite o mover do Espírito Santo em toda a sua amplitude, que jamais queiram limitar o Senhor à Palavra, mas, que tenha consciência que Ele é o Senhor da Palavra e que vai além da revelação já existente. Estão presentes na vida dos verdadeiros líderes:

1- Chamados por Deus
” O SENHOR disse a Moisés: —Mande chamar o seu irmão Arão e os filhos dele, Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. Separe-os do povo de Israel para que me sirvam como sacerdotes.” Ex 28.1
” Em nós não há nada que nos permita afirmar que somos capazes de fazer esse trabalho, pois a nossa capacidade vem de Deus.” 2Co 3.5

O Chamado vem do Senhor, que capacita os Seus servos a desempenharem as funções para as quais foram comissionados. A preocupação do escolhido do Senhor deve restringir-se apenas em santificar-se e buscar a sensibilidade para ouvir o Espírito.

2- Comissionados por Cristo:
“ Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”. Mt 28.19,20

Os escolhidos para a manifestação do evangelho do Senhor precisam receber a autoridade que é dada pelo Senhor. É ouvir o Ide!

3 – Enviados pelo Espírito Santo:
“ E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.” At 13.2-4

"Sem a confirmação e a direção do Espírito Santo, o líder não tem autoridade para tomar decisões próprias. É preciso ser sensível à voz do Espírito e esperar o momento certo para agir."

4 – Sensíveis à voz de Deus:
“ Jesus afirmou: —Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu”. Mt 13.17
“ Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se levantou e foi”. At 8.26

A habilidade de liderar não está na sabedoria humana, mas, na capacidade de ouvir e
obedecer à orientação que vem dos céus. É totalmente possível a uma pessoa simples ser
poderosamente usada pelo Senhor na manifestação do seu poder.
O compromisso com o Senhor deve ser vista por todos.

5- Cheio de Fé:
“ Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito:
O justo viverá por fé.” Rm 1.17

A perseverança na fé é uma virtude do líder segundo o coração de Deus. Pois, no curso da caminhada, dificuldades surgirão e é preciso está alicerçados, plena confiança para vencer as adversidades. Veja o exemplo de Abraão: Gn 12.1-20; 17.1-27; 22.1-19

6- Exemplos vivos de Cristo:
“ Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” 1Co 11.1

Os líderes precisam refletir a imagem do Senhor, para que seus liderados o veja como exemplo digno de imitação. É preciso um comportamento digno, palavras sábias e ações santas. Paulo declarou-se como digno de ser imitado.

7- Homens e mulheres de caráter:
“ O bispo deve ser um homem que ninguém possa culpar de nada... É preciso que o bispo seja respeitado pelos de fora da Igreja, para que não fique desmoralizado e não caia na armadilha do Diabo. Do mesmo modo, os diáconos devem ser homens de palavra e sérios... Primeiro devem ser provados e depois, se forem aprovados, que sirvam a Igreja. A esposa do diácono também deve ser respeitável e não deve ser faladeira. Ela precisa ser moderada e fiel em tudo.” 1Tm 3.1-13

Paulo faz uma descrição das qualidades que devem estar presentes na vida do líder. É preciso que seja maduro e demonstrar um caráter ético e aprovado por todos.

8- Cheios de humildade:
“ Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha: Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte—morte de cruz.” Fp 2.5-8

"O maior exemplo de humildade que temos, é o de Cristo Jesus.
Ele, obedeceu, fez a obra e pagou um alto preço."

9- O líder ouve os liderados e aprende com eles:
“ Encontrei em Davi, filho de Jessé, o tipo de pessoa que eu quero e que vai fazer tudo o que eu desejo.” At 13.22

Davi foi um rei sensível a Deus, líder humilde que aceitava as repreensões e os conselhos que procediam dos profetas. É sábio ouvir as pessoas, mesmo que as sugestões não sejam as melhores.

10- Segundo o coração de Deus:
“ Então, os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu como teu filho e o filho de teu filho, porque nos livraste do poder dos midianitas. Porém Gideão lhes disse: Não dominarei sobre vós, nem tampouco meu filho dominará sobre vós; o SENHOR vos dominará.” Jz 8.22,23

Alguns são líderes natos; mas, o líder sábio deposita nas mãos do Senhor as suas tarefas e sensíveis ao Espírito Santo, age segundo a Sua orientação.

11- Vida de orações e jejuns:
“ E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.” At 13.2-4

A vida de oração e jejum possibilita ao líder comunhão íntima com o Senhor e a possibilidade de ouvir e ser orientado literalmente pelo Espírito de Deus. É um governo “teocrático”.

12- Sonhos, visões, profecias, revelações, etc:
“ Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade
nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o
mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida
a cada um visando a um fim proveitoso. Porque a um é dada, mediante o Espírito,
a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento;
a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro,
operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las.” 1Co 12.4-10

"Crer e viver o sobrenatural do Senhor é uma condição na vida de
um líder segundo o coração de Deus."

13- Milagres, sinais e maravilhas:
“ Homens de Israel, escutem o que eu vou dizer. Deus mostrou a vocês que
Jesus de Nazaré era um homem aprovado por ele. Pois, por meio de Jesus,
Deus fez milagres, maravilhas e coisas extraordinárias no meio de vocês,
como vocês sabem muito bem.” At 2.22

Os milagres e sinais são para nossos dias, devemos encará-los como a
manifestação do poder de Deus, indispensável para a edificação de vidas.

14- Unidade dos liderados:
“ Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com
Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.” At 1.14

Uma das qualidades do líder é reunir os irmãos num só pensamento,
numa só direção e isto só é possível, quando há o mover do Espírito Santo da vida.

15- Intrepidez, coragem:
“ Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados
e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus.” At 4.13

A nossa coragem e sabedoria nas ações precisam demonstrar que andamos com Cristo.

"Mas, a maior qualidade do líder, não importa qual a classe de liderança (seja: pastor, presbítero, diácono, professor, diretor de associações, etc.), inquestionavelmente é a condição de cheios do Espírito Santo. As ações e atitudes serão bênção."

Sejas um líder segundo o coração de Deus.



Exemplos de Péssima Liderança

A s Escrituras contêm muitos exemplos; alguns são bons e outros ruins. Ficamos incentivados pelas histórias de coragem, lealdade e fé. Também aprendemos quando a Bíblia conta sobre homens e seus fracassos (veja 1 Coríntios 10:1-13). Em nossa geração, há poucas lições que são mais precisas do que aquelas sobre como os homens devem exercer sua liderança. Uma vez que todos nós devemos submissão absoluta a Deus (Mateus 20:20-28), precisamos respeitar os papéis definidos pelo Senhor. Deus escolheu os homens para serem os chefes no lar, na sociedade e na igreja. Os homens que lideram mal ocasionam prejuízo indizível. Considere os seguintes exemplos:

Deixar a mulher tomar a frente

D eus indicou os homens para serem os cabeças nos seus lares (Efésios 5:22-33). Quando os homens recusam a aceitar a responsabilidade da liderança, suas famílias sofrem bastante. A serpente seduziu Eva e ela comeu do fruto proibido. Então, Eva deu o fruto a Adão e ele atendeu a voz dela (Gênesis 3:17) e o comeu, também. Segundo 1 Timóteo 2:11-14, Eva comeu porque ela se enganou e deu crédito à mentira da serpente. Adão sabia que foi errado quando comeu, mas seguiu a liderança da sua esposa. Falta a muitos homens coragem. Eles recusam a aceitar a responsabilidade pela liderança da família. É mais confortável deixar a esposa tomar a frente, fazer as decisões—e culpá-la quando as coisas não vão bem.

Abrão fez a mesma coisa. Ele e Sarai não conseguiram gerar filhos. Ela sugeriu que Abrão tivesse um filho com a sua serva, Agar. “Abrão anuiu ao conselho de Sarai” (Gênesis 16:2) e “ele a possuiu, e ela concebeu” (Gênesis 16:4). Este ato irresponsável criou angústia e briga na família e deu origem aos ismaelitas, que foram um sério problema para os israelitas depois. Maridos que amam suas esposas não tomam a frente com egoísmo, pois a meta deles deve ser fazer o melhor para suas esposas (Efésios 5:22-33; 1 Pedro 3:7). Mas maridos que amam suas esposas lideram e não forçam as mulheres a assumirem suas responsabilidades por faltar liderança na família. O marido não deve controlar absolutamente tudo, insistindo em dominar toda decisão, quão menor que seja. Mas ele deve assumir a responsabilidade pela direção do lar e não recuar, firmemente tomando as decisões necessárias pelo bem-estar da família. Quando as mulheres lideram os maridos, o precedente das escrituras indica que um desastre se aproxima.

Nunca contrariar um filho

O s pais têm que estar dispostos a disciplinar seus filhos. É o pai que tem a responsabilidade principal no treinamento dos filhos (Efésios 6:4), e ele deve cumpri-la com firmeza (veja Provérbios 13:24; 19:18; 22:15; 29:15,17). Davi, principalmente depois que pecou com Bate-Seba, parecia incapaz de exercer liderança sobre seus filhos. Ele deixou de punir Amnom por seu pecado com Tamar; não puniu o suficiente Absalão por ter tomado por si a responsabilidade de matar Amnom; e nunca contrariou Adonias em qualquer momento (1 Reis 1:6). Como resultado, a família de Davi caiu em caos. Nenhuma liderança firme existia no seu lar. A disciplina dos filhos é essencial para o amadurecimento adequado deles. Freqüentemente é mais fácil não contrariar um filho e simplesmente deixar que ele sempre faça o que bem quiser, mas as crianças que não aprendem respeito como jovens têm dificuldades bem maiores durante a vida depois. Sentimentos magoados e uma palmada firme não são as piores coisas que poderiam acontecer na vida de uma criança (Provérbios 23:13-14). Os pais têm que ter a auto-disciplina para liderar consistentemente e disciplinar seus filhos.

Os filhos de Eli eram sacerdotes infiéis. Roubavam partes dos sacrifícios que pertenciam tanto ao Senhor como às pessoas, e cometeram prostituição com as servas do tabernáculo. Eli falou para os filhos dizendo que eram maus (1 Samuel 2:23-25), mas Deus o condenou por não os “punir” ou “repreender” (1 Samuel 3:13). Depois de tudo, Eli era o sumo sacerdote. A gente supõe que ele tenha tido a autoridade para tirar o sacerdócio dos seus filhos, mas ao invés disso, ele até mesmo gozou da carne assada que seus filhos haviam roubado (1 Samuel 2:29). Talvez fosse essa carne que levou Eli à obesidade que contribuiu à sua morte (1 Samuel 4:18). Eli deixou de ser tão firme com seus próprios filhos como deveria ter sido. Podemos gritar com nossos filhos ou até mesmo desaprovar seus atos, mas quando facilitamos o que eles fazem e até mesmo aproveitamos do resultado, os nossos atos falam mais alto do que as nossas palavras. Pais que apóiam seus filhos, quer sejam certos, quer sejam errados, prejudicam seus filhos e se injuriam também.

Mimar a si mesmo

“A i de ti, ó terra cujo rei é criança e cujos príncipes se banqueteiam já de manhã. Ditosa, tu, ó terra cujo rei é filho de nobres e cujos príncipes se sentam à mesa a seu tempo para refazerem as forças e não para bebedice” (Eclesiastes 10:16-17). Líderes auto-indulgentes que abusam do seu poder para se agradar ameaçam o bem-estar de qualquer nação, igreja ou família que querem liderar. Considere Acabe. Ele cobiçou o campo de Nabote que ficava próximo ao palácio. Tentou comprá-lo, mas Nabote não quis vender pois era a herança dada por Deus para sua família, e o Senhor tinha proibido a venda de tais terrenos. Quando a proposta de Acabe foi rejeitada, ele foi para casa e ficou com mau humor. A rainha Jezabel contratou falsas testemunhas para acusar Nabote e seus filhos e apedrejá-los (1 Reis 21; 2 Reis 9:26). Daí Acabe podia possuir o campo, sem a família de Nabote interferir. A liderança nunca deve ser abusada para facilitar a conquista das suas próprias finalidades. Homens não são bons líderes a não ser que sejam desprendidos e possuam domínio próprio.

Sansão tinha toda vantagem como líder do povo de Deus durante a opressão dos filisteus (Juízes 13-16). Ele foi escolhido por Deus antes de nascer, preenchido com o Espírito desde cedo, e possuía força sobrenatural. Ele conseguiu dominar tudo menos suas paixões sexuais e sua sede para vingança. Embora Deus acabou utilizando estas falhas de Sansão para começar a destruir a influência filistia sobre Israel, ele próprio claramente perdeu o favor de Deus (note 16:20) e conseguiu uma vitória maior quando estava morrendo do que todas que teve durante a vida. Para conduzir outras pessoas temos que primeiro nos conduzir bem. Os maridos têm que sacrificar seus próprios desejos e egos para guiar a casa a fim de promover o bem-estar da esposa. Os presbíteros nunca podem tirar vantagem da posição deles para promover suas próprias finalidades nem dar tratamento especial para suas famílias, mas devem trabalhar com humildade a fim de auxiliar o crescimento das ovelhas.

Fazer o que bem quiser

U ma falha mais trágica de liderança é o orgulho. O poder tenta o homem a ser abusivo e autoritário. Até mesmo homens que começaram suas carreiras com um espírito humilde podem deixar sua liderança engrandecer suas cabeças. Considere a história de Saul. Uma busca por jumentas extraviadas conduziu Saul ao encontro com Samuel que lhe informou que Deus o havia escolhido para ser o primeiro rei de Israel. Saul ficou encabulado e não se viu como digno de tal honra (1 Samuel 9:21). Muitos homens teriam-se gabado, mas Saul nem mencionou nada para seu tio que havia perguntado especificamente referente ao que Samuel falou com ele (1 Samuel 10:16). Quando Samuel ajuntou o povo para coroar Saul, ele se escondeu entre as malas, envergonhado pela fama e pela atenção (1 Samuel 10:21-24). Ele deu crédito ao Senhor na sua primeira vitória militar (1 Samuel 11:13). Mas no decorrer do tempo, o poder de Saul conduziu-o ao orgulho e à auto-promoção. Saul começou a agir sem autorização do Senhor e, por isso, ficou com ciúmes e suspeita dos rivais. Terminou sua carreira com ataques de paranóia. Saul perfeitamente ilustra o ditado que o poder corrompe.

Gideão demonstrou a mesma humildade que Saul quando foi escolhido como juiz. Ele ficou extremamente relutante a aceitar a liderança que o Senhor pediu que tomasse sobre o povo (veja Juízes 6:15, 36-40). Quando ganhou a vitória, humildemente desviou o elogio e considerou que a realização dele próprio fosse relativamente insignificante (Juízes 8:1-3). Mas o sucesso o conduziu ao orgulho. Ele acabou abusando sua autoridade e tratando as pessoas abaixo dele com severidade (Juízes 8:4-21). Gideão agiu como um rei a tal ponto que o povo pediu que ele assim se tornasse. Ele recusou verbalmente. Contudo, continuou a viver cada vez mais no estilo de um rei. Pediu que o povo cedesse seu ouro, e daí fabricou uma estola sacerdotal que o povo adorou. Ele possuía muitas mulheres do jeito de um rei e até mesmo botou o nome ‘meu pai é rei’ em um de seus filhos (Abimeleque). A liderança deve ser vista como a oportunidade para servir, não para se exaltar. A liderança pelos maridos, pelos pais, pelos pastores, pelos supervisores, ou qualquer liderança, deve ser executada com um espírito humilde.

Os homens que Deus quer

C omo homens, temos muitas oportunidades a liderar. Não devemos buscar oportunidades para nos engrandecer, pois Jesus nos chamou ao humilde serviço. Ele quer que sejamos homens de força e firmeza–homens dispostos a aceitar responsabilidade. Devemos sempre liderar para abençoar aqueles que guiamos, não para impor nossa vontade nem cumprir nossa cobiça. Que Deus nos ajude a aprender com os péssimos exemplos destes homens.


Pregações biblicas, pregações evnagelicas , estudosevangelicos, site evangelico e muito mais é oq vc encontrará no meu ministério , Pb. Marcos Lucio .
............................................................................................................................
PARTICIPE DESTA PAGINA NOS mandem Pregações evangelicas, estudos evangelico, sermões biblicos, roteiros para escola dominical.

E-MAIL - mandeestudo@marcoslucio.com.br

 

 

 

   
DIREITOS RESERVADOS@ MARCOS LUCIO - 2008